Sunday, May 31, 2026
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K9 e Sweepa indignados com silêncio dos líderes africanos perante à xenofobia – “devíamos cortar energia e gás na África do Sul, mas a vida dura não permite-nos ”

O Hip-Hop surgiu em contestação a opressão vivida pelos pretos emergentes de vários países africanos e não só. Com ritmo nas canções, arte visual em murais, poesia nas batidas e dança nas misturas feitas pelo disc joker (DJ), assim manifestavam-se nos anos 70, na Nova Iorque, exigindo seus direitos embora estrangeiros.  

Diante de contestações e manifestações que caracterizam o Hip-Hop desde os primórdios, o rapper e activista social, Case Buyakah, exigiu o “Governo de TODOS países que os sul africanos estão a sabotar tinham que de se pronunciar!”, notícia publicada na última semana de Abril, que mereceu elogios e concórdia, nas redes sociais.

No princípio deste mês de Maio, K9 e Sweepa que são dois artistas com suas carreiras solidificadas e com caminho bem andado na cena do Hip-Hop, conferindo-lhes o direito de manifestar-se e contestar de nas várias plataforrmas, escolheram as suas redes sociais para o fazer. “(…) Seria consciente sim, que houvesse pronunciamento, que houvesse protesto e pressão pública. Que déssemos uma lição em até cortar energia e gás. Mas a vida dura nos leva a nem ter forças de mexer nesse assunto, nos leva a esquecer o patriotismo, a empatia entre compatriotas… nem temos tempo/folga para protestar contra essa doença sul afrikana (…)”, desapontado, reagiu K9 exigindo pronunciamento dos líderes africanos diante desta nova onda xenófoba que vem matando e ferindo vários estrangeiros, há duas semanas sem interrupções.

Sweepa, antigo membro da Track Records, por sua vez reagiu de forma igual, mas iniciou por sugerir que “o Panafricanismo: um movimento que defendia a independência e a união dos povos africanos. Sinceramente, devia ser leitura obrigatória desde o ensino primário”. Continuouadizeramargurado que “(…) fechar fronteiras, cortar relações entre povos e o silêncio dos próprios líderes africanos diante destes problemas só mostram o quanto ainda somos influenciáveis. No passado, a escravatura só foi possível também com a ajuda de africanos. Hoje, parece que o comportamento continua: só mudou a forma (…)

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