As últimas semanas de Abril passado e estas duas primeiras semanas de Maio, vêem sendo marcadas por actos xenófobos que já ceifaram vidas e geriram inúmeras pessoas, assim como registo de destruição de casas, bens privados. Em Moçambique, poucos artistas de música pronunciam-se diante destes actos violentos, rappers como Case Buyakah exigiu que o “Governo de TODOS países que os sul africanos estão a sabotar tinham que de se pronunciar!”. Na sequência, Sweepa entendeu que “(…) fechar fronteiras, cortar relações entre povos e o silêncio dos próprios líderes africanos diante destes problemas só mostram o quanto ainda somos influenciáveis”,K9 por sua vez, embora unânime, interveio um pouco diferente do Case e Sweepa, “(…) Seria consciente sim, que houvesse pronunciamento, que houvesse protesto e pressão pública. Que déssemos uma lição em até cortar energia e gás. Mas a vida dura nos leva a nem ter forças de mexer nesse assunto, nos leva a esquecer o patriotismo, a empatia entre compatriotas… nem temos tempo/folga para protestar contra essa doença sul afrikana (…)”.
Mais uma vez, no dia 8 de Maio, K9 voltou a usar as suas redes sociais, plataforma que dentre várias escolheu para alcançar mais jovens e adultos, e logo rematou desencorajando a greve em contestação aos actos xenófobos dizendo: “qualquer greve que queiram fazer, não se esqueçam: saibam exactamente onde fazer a greve (a culpa não é SOMENTE DO GOVERNO como dizem), pois quando o “colono” tem alguma culpa , vejo que mesmo os supostos “revolucionários” não fazem nenhuma manifestação pacífica a frente dessas instituições (nem embaixadas, nem ONGs que tenham a ver e nem escritórios que gerem a exploração de gás e petróleo em Moz), porque talvez estão amarrados nelas. (…) qual greve mudou alguma coisa?, ela não funciona quando não existe um povo unido. Nós não estamos unidos, não estamos conscientes e muito menos conhecedores de vários assuntos. A revolução não é somente POLÍTICA. Enfim, está na altura de nos unirmos, não há tempo para nos apontarmos, continue a dar sal ao irmão, continue a dar boleia ao irmão , continue a pegar enxada com seu irmão , continue a fazer xitique, continue a empregar seu irmão , sejamos unidos, não esperem mais de “GAGÁS”, escreveu.



