MCK é uma figura incontornável quando se fala de música de intervenção social e política, em Angola. Com longa caminhada e repertório bastante conhecido no seu país de origem, é extremamente vangloriado por causa da sua postura contundente nas abordagens musicais que muitas vezes criticam o modo de governação de Angola em particular e África no geral, e não só, também usa suas músicas para criticar duramente a sociedade.
Conheceu Azagaia precisamente em 2007, no festival denominado Mestiço, e desde lá tornaram-se mais do que amigos, desenvolveram uma relação de irmandade que culminou na participação do MCK na música de sucesso “País do medo”, uma das faixas que corporizaram o segundo trabalho discográfico de Azagaia, lançado no ano 2014, que para além de MCK, participou Valete, Stewart Sukuma, Dama do Bling, entre outros.
Por tanto, recentemente, MCK usou suas redes sociais para relembrar Azagaia. Destacou a sua relevância e contributo para edificar as sociedades não só de Moçambique, também de PALOPS, afinal suas músicas não cingiam-se em criticar a governação dos líderes africanos, eram usadas para criticar a sociedade.
“Azagaia ‘Um Amigo como Irmão’. Nas raízes culturais e costumeiras de Angola os laços de consanguinidade dão lugar a uma figura chamada ‘Primo como Irmão’, inspirado nessa figura o rap deu-me em 2007, um ‘Amigo como Irmão’, chamado Edson da Luz aka Azagaia.
Em representação dos nossos países, nos conhecemos nesse dia, no ‘Festival Mestiço’ na cidade do Porto/Portugal, e construímos vínculos fortes alimentados pelo reconhecimento mútuo, afeição e pilares como frequência, duração, intensidade e reciprocidade., e segundo Aristóteles, as amizades verdadeiras são baseadas no caráter e virtude e por regra, evoluem para Irmandade. MOZ WE ON, VAvavavavlores”, escreveu MCK.



